O Centro de Políticas Estratégicas de Cabo Verde (CPE) realizou , o Diálogo Estratégico sobre a “Estratégia de Inovação da Economia Real”, tendo como orador o consultor José Luís Lopes.

Na sua opinião, “Cabo Verde é um dos poucos países do mundo que não está no Global Index e é uma falha que deve ser corrigida porque isso denota alguma fraqueza do país” no processo de recolha de informações.
Aproveitando os indicadores de outros Index onde está Cabo Verde, José Luís Lopes afirmou que, no âmbito político, estaria bem, mas não estaria tão bem no ambiente regulatório e estaria mal no de negócios.
Sendo a inovação a implementação de um produto, bem ou serviço novo ou significativamente melhorado, um processo, um novo método institucional nas práticas de negócio ou de marketing, a atenção de Cabo Verde deve estar focada na interacção das instituições, na criação, difusão e aplicação do conhecimento, no capital humano e na tecnologia, referiu o consultor.
E os resultados científicos e as invenções devem ser aplicados aos desafios sociais, com a inovação a ser um processo cada vez mais difundido e aberto, no que a Internet tem sido fundamental, e também a ligação entre os diversos actores e instituições do país, alegou.
Como temas cruciais para a inovação, José Luís Lopes propôs o ensino, a sua qualidade e relevância para o desenvolvimento económico e suporte para melhorar a atitude e o comportamento dos cabo-verdianos e as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), onde Cabo Verde demonstra alguma competitividade, apesar da sua fraca utilização pelo sector privado e do seu preço proibitivo.
A criação de um sistema nacional de inovação é, para o consultor, outro caminho a seguir, porquanto garante a conectividade de actores, instituições públicas e privadas na investigação e produção de conhecimentos promotores da inovação no contexto de uma economia pequena e insular.
“Nós não estamos bem, quer na competitividade económica, quer na competitividade da inovação, não estamos bem porque nalguns indicadores de ‘inputs’ estamos muito mal classificados”, concluiu José Luís Lopes.
O Diálogo Estratégico teve por objectivo recolher subsídios e soluções para a construção de consensos e a elaboração de uma nota de política que irá mapear os caminhos a seguir em matéria de inovação.